Bancos são suspensos por irregularidades em empréstimos a aposentados
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu treze instituições financeiras de oferecerem novos contratos de crédito consignado voltados a aposentados e pensionistas. A decisão foi adotada após a identificação de descumprimentos de normas operacionais e legais exigidas para esse tipo de operação, considerada sensível por atingir um público mais vulnerável.
De acordo com o INSS, as suspensões têm caráter cautelar e permanecem válidas enquanto os processos administrativos seguem em andamento. As operações já contratadas continuam ativas, e as parcelas seguem sendo descontadas normalmente na folha de pagamento dos beneficiários.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que acompanha a situação e manifestou apoio às medidas corretivas adotadas pelo INSS, desde que as instituições envolvidas tenham garantido o direito de defesa durante o processo.
Bancos e Financeiras suspensos:
Primeira rodada — 5 de agosto:
CDC Sociedade de Crédito Direto S.A.
HBI Sociedade de Crédito Direto S.A.
Banco Seguro S.A.
Via Certa Financiadora S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento
Casa do Crédito S.A. – Sociedade de Crédito ao Microempreendedor
Valor Sociedade de Crédito Direto S.A. (Valor Financiamentos)
Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB)
Banco Industrial do Brasil S.A.
Segunda rodada — 10 de outubro:
Banco Master — suspensão motivada por alto volume de reclamações de beneficiários, dificuldade para cancelamento de contratos, cobranças indevidas e falhas no uso de autenticação biométrica e autorização expressa para descontos.
Terceira rodada — 16 de outubro:
Banco Inter S.A.
Paraná Banco S.A.
Facta Financeira S.A.
Cobuccio Sociedade de Crédito Direto S.A.
O INSS justificou que as suspensões decorrem de falhas graves detectadas nas instituições, como ausência de autorização formal dos beneficiários, falta de autenticação biométrica, falhas na guarda de documentos e irregularidades cometidas por correspondentes bancários.
O órgão afirmou que o objetivo principal é proteger aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) contra práticas consideradas abusivas, reforçando o compromisso com a transparência e o controle das operações de crédito consignado no país.
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