Silêncio marca o depoimento de vereadores
O Ministério Público do Maranhão realizou nesta quinta-feira, dia 8, novas oitivas no âmbito da Operação Tântalo II, que investiga a existência de um suposto esquema criminoso envolvendo agentes públicos no município de Santa Helena. Ao todo, 11 vereadores de Turilândia que são alvo das investigações foram ouvidos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o Gaeco.
Prestaram depoimento os vereadores José Ribamar Sampaio, Mizael Brito Soares, Nadianne Judith Vieira Reis, Daniel Barbosa Silva, Savio Araujo e Araujo, José Luis Araujo Diniz, Gilmar Carlos Gomes Araujo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas, Inailce Nogueira Lopes e Valdemar Barbosa. As oitivas ocorreram na Promotoria de Justiça de Santa Helena, para onde os investigados foram levados a pedido do Ministério Público.
Segundo o MPMA, todos os parlamentares optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio durante os depoimentos. As oitivas foram conduzidas por promotores integrantes do Gaeco e realizadas por videoconferência, como parte das diligências em andamento da Operação Tântalo II, que busca aprofundar a apuração sobre possíveis irregularidades e a atuação de uma organização criminosa no âmbito do Poder Legislativo municipal e do Executivo de Turilândia.
O Ministério Público informou que não divulgará, por enquanto, detalhes adicionais sobre o conteúdo da investigação nem sobre os próximos passos da operação, que segue em curso. Conforme decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, as investigações apontam a existência de uma organização criminosa estruturada dentro da Prefeitura e da Câmara Municipal de Turilândia, responsável por desvios de recursos públicos, principalmente das áreas da Saúde e da Assistência Social. O esquema envolveria o uso de empresas fictícias para emissão de notas fiscais sem a correspondente prestação de serviços.
A Operação Tântalo II já resultou na prisão do prefeito Paulo Curió e da vice-prefeita Tânia Mendes. Além deles, dez vereadores e um ex-vereador também são investigados. Parte dos parlamentares se apresentou voluntariamente às autoridades e teve as prisões convertidas em domiciliares, com o uso de tornozeleira eletrônica.
Com o afastamento do prefeito e da vice-prefeita, o presidente da Câmara Municipal, José Luís Araújo Diniz, assumiu interinamente o comando da Prefeitura, mesmo cumprindo prisão domiciliar. Já a vice-presidente da Câmara, Inailce Nogueira Lopes, passou a responder pela presidência do Legislativo municipal.
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