Anvisa retira mais de 30 produtos do mercado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou 2026 com uma série de ações fiscais que resultaram no recolhimento e na proibição da fabricação, comercialização, distribuição e consumo de mais de 30 produtos em todo o país. As medidas foram adotadas entre os dias 1º e 9 de janeiro e atingem itens alimentícios, cosméticos, saneantes, suplementos e medicamentos.
Entre os primeiros produtos suspensos está o lote 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea, da marca Água da Serra. Testes laboratoriais identificaram a presença de partes vegetais incompatíveis com o padrão do produto, como talos, ramos e sementes. No mesmo período, a Anvisa proibiu a pomada Inkdraw Aftercare, indicada para cuidados pós-tatuagem, por não possuir registro ou notificação junto ao órgão regulador.
A fiscalização também alcançou panetones da empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda. Quatro produtos específicos tiveram lotes recolhidos após a identificação de fungos na superfície, apesar de ainda estarem dentro do prazo de validade. O recolhimento, nesse caso, foi comunicado voluntariamente pela fabricante.
Produtos da empresa Coguvita II Alimentos Ltda. foram totalmente proibidos. A decisão envolve pastas, granolas, barras e cápsulas de café que utilizam cogumelos como Lion’s Mane e Cordyceps, ingredientes que ainda não tiveram a segurança avaliada para uso em alimentos. Além disso, a Anvisa apontou divulgação irregular, com promessas de benefícios à saúde sem comprovação científica.
No setor de cosméticos, alisantes capilares das marcas Mask Botox Organic Biotherapy e Premium Caviar Protein, da empresa Cosmonew, foram recolhidos por estarem apenas notificados, quando o correto seria o registro. Já saneantes das marcas Pureessence e Uau Aromas também tiveram fabricação e uso suspensos por irregularidades sanitárias.
A Anvisa determinou ainda o recolhimento de alguns lotes de fórmulas infantis da Nestlé, como Nestogeno, Nan e Alfamino, após a identificação do risco de contaminação por cereulide, toxina associada à bactéria Bacillus cereus. A fabricante iniciou um recolhimento voluntário global depois que a substância foi detectada em um ingrediente produzido por fornecedor internacional.
Outro alimento atingido foi o molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro. Um alerta da União Europeia indicou a presença de fragmentos de vidro em um lote importado para o Brasil, motivando o recolhimento imediato.
Suplementos alimentares também entraram na lista de proibições. O Neovite Visão, da BL Indústria Ótica Ltda., teve lotes recolhidos por conter ingrediente não autorizado e concentração acima do permitido de corantes. Já produtos da empresa Ervas Brasil Indústria Ltda. foram apreendidos por falta de licença sanitária, uso de ingredientes proibidos e propaganda irregular com alegações terapêuticas sem respaldo científico.
No campo dos medicamentos, a Anvisa suspendeu lotes do Pantoprazol 40 mg e do antialérgico Alektos 20 mg após a identificação de troca de embalagens com outros fármacos, o que representava risco ao consumidor. A agência também determinou a apreensão de lotes falsificados ou de origem desconhecida de medicamentos como Imbruvica, Voranigo e Mounjaro, além de barrar a importação irregular de insumos farmacêuticos, como estanozolol e prasterona.
Por fim, uma drogaria de Janaúba, em Minas Gerais, teve a comercialização e divulgação de seus produtos suspensas por vender medicamentos manipulados pela internet sem exigir prescrição médica.
Segundo a Anvisa, as ações têm como objetivo proteger a saúde da população e garantir que produtos disponíveis no mercado atendam aos padrões de segurança, qualidade e eficácia exigidos pela legislação sanitária.
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