Café surge como alternativa no Cerrado maranhense
Agricultores, pecuaristas e produtores rurais participaram, em Balsas, da primeira reunião voltada à apresentação da possibilidade de implantação do cultivo de café na região. O encontro debateu o potencial produtivo, econômico e estratégico da cafeicultura no Cerrado maranhense, com foco especial no Sul do estado, apontando novas alternativas para a diversificação e o fortalecimento da atividade agrícola local.
A reunião contou com a presença do Viveiro Mezza Café, do Tocantins, responsável pelo desenvolvimento da variedade Café Conilon do Cerrado Brasileiro, criada para se adaptar às condições de clima e solo da região. A cultura é totalmente irrigada e apresenta elevado potencial produtivo, além de estabilidade na produção e viabilidade técnica para Balsas e municípios do entorno.
Durante o encontro, foi informado que a Prefeitura de Balsas pretende selecionar agricultores para receber mudas de café, além de estabelecer parcerias para assegurar assistência técnica permanente. O suporte aos produtores será realizado em conjunto pelo viveiro e pelo poder público municipal, abrangendo desde a implantação das lavouras até as etapas de manejo, colheita e pós-colheita, com foco em produtividade e qualidade.
A introdução da cafeicultura é vista como uma alternativa promissora para ampliar a matriz produtiva do município, com potencial de boa rentabilidade e mercado já consolidado. Com acompanhamento técnico especializado, a iniciativa pode estruturar uma nova cadeia produtiva regional, estimulando o desenvolvimento econômico, a geração de renda, a inclusão produtiva e o fortalecimento da agricultura familiar.
Além do retorno financeiro, o café se destaca pela ampla capacidade de comercialização, atendendo tanto o mercado interno quanto o externo. A região também desponta como potencial produtora de cafés de maior valor agregado, como os especiais e gourmet, o que amplia as oportunidades de negócio e contribui para posicionar Balsas e o Sul do Maranhão em um novo patamar da cafeicultura nacional.
Produtores que participaram da reunião destacaram a importância de conhecer culturas adaptadas à realidade local como forma de diversificar a produção e ampliar as possibilidades de ganhos nas propriedades rurais. A iniciativa foi apontada como uma oportunidade de reduzir riscos e explorar novos mercados.
Com o agronegócio mecanizado e de grande escala já consolidado como um dos pilares da economia local, a cafeicultura surge como uma atividade complementar, capaz de ampliar esse potencial, especialmente ao favorecer pequenos e médios produtores. O município reúne condições favoráveis como solo fértil, clima adequado e disponibilidade de água, fatores que, aliados à nova variedade de café, abrem espaço para a produção de grãos de alta qualidade e para o fortalecimento da renda no campo.
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