Trabalho escravo tem recorde de denúncias no país
O Brasil encerrou 2025 com o maior volume de denúncias de trabalho escravo e de situações análogas à escravidão já registrado no país. Os dados constam em levantamento divulgado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que aponta 4.515 denúncias ao longo do ano, envolvendo casos de trabalho escravo, trabalho infantil escravo e outras formas de exploração extrema.
O número representa um crescimento de 15,3% em comparação com 2024, quando foram contabilizadas 3.959 denúncias. Este é o quarto ano consecutivo de recorde, mantendo uma curva de alta iniciada em 2021. No intervalo de dez anos, entre 2015 e 2025, o aumento ultrapassa 300%, saltando de 1.106 para mais de 4,5 mil registros.
São Paulo lidera com folga o ranking nacional, somando 1.129 denúncias. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 679 casos, e o Rio de Janeiro, com 364. Juntos, os estados do Sudeste concentraram 2.307 denúncias, mais da metade de todas as ocorrências registradas no país.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego reforçam a gravidade do cenário. Entre 2020 e 2025, 1.530 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em diferentes regiões do Brasil. As atividades econômicas com maior incidência de casos incluem a pecuária bovina, o trabalho doméstico, o cultivo de café e a construção civil.
A população pode denunciar situações de trabalho escravo de forma anônima pelo Disque 100, canal gratuito disponível em todo o território nacional. Também é possível registrar denúncias on-line por meio do Sistema Ipê, mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, no link https://ipe.sit.trabalho.gov.br
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