Justiça nega soltura de investigados no caso de Turilândia
A Justiça do Maranhão manteve, nesta segunda-feira (12), a prisão da maioria dos investigados na Operação Tântalo II, que apura o desvio de R$ 56 milhões dos cofres públicos do município de Turilândia.
A decisão foi tomada pela Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, que negou os pedidos de liberdade e manteve prisões preventivas, prisões domiciliares com monitoramento eletrônico, afastamento de cargos públicos e outras medidas cautelares.
Apenas a pregoeira do município, Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar por motivos humanitários, após ser diagnosticada com câncer de útero. Ela seguirá sob monitoramento eletrônico e poderá se deslocar para consultas médicas.
Pedidos de substituição da prisão preventiva por domiciliar apresentados por outros investigados foram negados. Entre eles, os feitos pela primeira-dama Eva Curió e pela vice-prefeita Tânya Mendes, que alegaram direito com base no Estatuto da Primeira Infância. A magistrada considerou o caso uma “situação excepcionalíssima”, destacando que parte do dinheiro desviado teria sido usado para despesas pessoais, inclusive de crianças.
Segundo a decisão, a manutenção das prisões se justifica pelo risco de continuidade dos crimes, possível interferência nas investigações e risco de fuga, já que alguns investigados ficaram foragidos após a decretação das prisões.
Promotores pedem exoneração
Nesse domingo (11), promotores do Gaeco pediram exoneração coletiva após a Procuradoria-Geral de Justiça emitir parecer favorável à soltura dos investigados. No documento, os membros do grupo afirmam que o posicionamento contraria as provas reunidas e enfraquece a atuação do Ministério Público do Maranhão no combate ao crime organizado.
As investigações apontam que empresas de fachada eram utilizadas para fraudar licitações e desviar recursos públicos, com repasses a vereadores em troca da aprovação de contas sem questionamentos.
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