Entenda o que muda com a liquidação da Will
Com a decretação da liquidação extrajudicial, o Banco Central retira a instituição financeira do mercado e interrompe suas operações. A partir dessa medida, as aplicações dos clientes ficam temporariamente bloqueadas e um liquidante é nomeado para conduzir a análise da situação financeira da empresa.
Cabe a esse profissional levantar os ativos disponíveis, os valores que a instituição tem a receber e as obrigações pendentes, para então definir como será feito o pagamento aos credores.
Mesmo com a paralisação das atividades, os contratos firmados continuam válidos. Dessa forma, clientes que possuem faturas de cartão de crédito em aberto devem manter os pagamentos em dia, sob risco de inadimplência e registro em cadastros de proteção ao crédito.
Já os clientes que mantêm recursos em conta ou possuem investimentos precisarão aguardar o andamento do processo de liquidação. Nesses casos, a existência de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos reduz significativamente o risco de prejuízo.
O FGC assegura valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, abrangendo tanto investimentos quanto saldos em conta-corrente. O principal impacto para quem tem direito à garantia costuma ser o prazo para o ressarcimento. Por outro lado, produtos que não contam com essa proteção podem representar maior risco aos investidores.
A liquidação extrajudicial da Will Financeira, empresa vinculada ao Banco Master, foi decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21), após o descumprimento de obrigações financeiras junto à operadora de cartões Mastercard.
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