OMS monitora novos casos de vírus Nipah
Um novo surto do vírus Nipah colocou a Índia em estado de alerta após a identificação de dois casos suspeitos em Bengala Ocidental, registrados em janeiro. Os pacientes são profissionais de saúde e estão sendo monitorados por equipes médicas especializadas. Até o momento, não houve mortes.
De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde, investigações iniciais indicam que os casos podem estar ligados a uma exposição ocorrida durante uma visita de trabalho ao distrito de Purba Bardhaman. O último registro da doença na região havia ocorrido em 2007.
Apesar de não haver óbitos no surto atual, o vírus Nipah apresenta alta taxa de letalidade, que pode variar entre 40% e 75%. Por isso, o governo local adotou medidas preventivas, como o envio de equipes de resposta rápida, intensificação da vigilância epidemiológica e rastreamento de contatos em áreas consideradas de risco. O Centro Nacional de Controle de Doenças da Índia também presta apoio técnico e operacional.
Classificado como prioritário pela OMS devido ao seu potencial epidêmico, o Nipah segue sob monitoramento internacional. No entanto, especialistas avaliam que o risco de disseminação para outros países, como o Brasil, é extremamente baixo, já que a transmissão entre humanos é limitada e ocorre principalmente em contatos prolongados, especialmente no ambiente hospitalar.
O Ministério da Saúde brasileiro informou que não há risco de pandemia e destacou que o país mantém protocolos de vigilância e resposta para agentes altamente patogênicos, em parceria com instituições científicas nacionais e organismos internacionais.
O vírus Nipah é uma zoonose transmitida de animais para humanos, podendo também se espalhar por alimentos contaminados ou contato direto entre pessoas. Os principais sintomas incluem febre, dores musculares, vômitos e, em casos graves, complicações neurológicas e respiratórias. Não há vacina nem tratamento específico, sendo indicado apenas o suporte clínico. A prevenção envolve controle de animais infectados, uso de equipamentos de proteção e medidas de higiene rigorosas.
💬 Comentários (0)