Polícia Civil detalha dinâmica de homicídio de corretora
Novas informações divulgadas pela Polícia Civil de Goiás indicam que o assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi premeditado e envolveu o desligamento proposital da energia elétrica para atrair a vítima ao subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas.
De acordo com a investigação, Daiane percebeu que apenas seu apartamento estava sem luz e gravou vídeos para registrar a situação. Dois desses registros foram enviados a uma amiga e mostram que as áreas comuns do edifício continuavam iluminadas. Um terceiro vídeo chegou a ser gravado, mas não foi enviado, o que, segundo a polícia, marca o momento em que a vítima foi interrompida.
Imagens das câmeras de segurança revelaram que, no horário do desaparecimento, houve um intervalo de cerca de oito minutos sem circulação de outras pessoas no subsolo, fator considerado decisivo para a identificação do autor. Não foram registradas entradas ou saídas de terceiros nesse período.
A polícia afirmou ainda que o desligamento da energia já teria sido usado em outras ocasiões pelo síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, principal suspeito do crime. Ele tinha acesso às áreas técnicas, conhecimento do sistema elétrico e controle do circuito de monitoramento, o que reforça a tese de planejamento.
O corpo da vítima foi localizado após indicação do próprio investigado, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da cidade. A suspeita é de que o transporte do cadáver tenha sido feito com o veículo do síndico.
O filho do suspeito, Maykon Douglas de Oliveira, também segue sob investigação por possível obstrução do inquérito, incluindo destruição de provas e troca de aparelhos celulares após o crime. A polícia informou que o sigilo adotado em parte da apuração foi essencial para garantir a coleta de provas, que agora serão encaminhadas ao Ministério Público.
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