O dólar operava em queda nesta quinta-feira (19), em meio a um dia de atenção dividida entre indicadores econômicos do Brasil e decisões monetárias nos Estados Unidos. No cenário doméstico, os investidores analisam os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), referentes a dezembro de 2025. O indicador mostrou recuo de 0,2% no mês, confirmando uma desaceleração da economia, embora o resultado tenha sido melhor que a expectativa média do mercado, que projetava queda de 0,5%. Em novembro, o IBC-Br havia registrado alta de 0,7%, e no acumulado de 2025 o crescimento chegou a 2,5%, abaixo dos 3,7% de 2024, marcando o pior desempenho desde o início da pandemia de Covid-19.
O IBC-Br considera estimativas de crescimento dos setores agropecuário, industrial e de serviços, com ajuste sazonal para comparação entre períodos diferentes. O indicador é utilizado pelo Banco Central para subsidiar decisões sobre a taxa Selic, enquanto o PIB mede a soma de bens e serviços finais produzidos no país, sendo indicador do ritmo de crescimento econômico.
No front internacional, o foco dos investidores segue na política monetária dos Estados Unidos. Na quarta-feira (18/2), foi divulgada a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, realizada em janeiro, que indicou consenso quase unânime pela manutenção da taxa de juros no intervalo de 3,5% a 3,75% ao ano, interrompendo uma sequência de três cortes consecutivos. O documento também revelou divergências quanto às próximas decisões, com alguns integrantes projetando aumento caso a inflação se mantenha resistente, e outros considerando cortes possíveis.
A próxima reunião do Fomc está marcada para 17 e 18 de março. Ferramentas como o FedWatch, do CME Group, apontam 94,1% de probabilidade de manutenção dos juros no patamar atual e apenas 5,9% de chance de redução de 0,25 ponto percentual. Além disso, o ex-diretor do Fed, Kevin Warsh, foi indicado por Donald Trump para presidir o Federal Reserve, cargo que depende de aprovação do Senado e sucederá Jerome Powell, cujo mandato termina em maio.
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