Maranhão inicia aplicação da vacina contra a bronquiolite

Maranhão inicia aplicação da vacina contra a bronquiolite

O Maranhão deu início, nessa quarta-feira (11), na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (MACMA), à administração do nirsevimabe, anticorpo que garante proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), causador da bronquiolite. O imunizante substitui o palivizumabe e já foi incorporado ao Calendário Nacional de Vacinação. É o segundo estado da federação à iniciar a aplicação da vacina.

“Hoje o Maranhão dá um passo importante na proteção dos nossos bebês. O nirsevimabe chega para prevenir casos graves de bronquiolite, com uma aplicação única e mais simples. Nosso foco é proteger quem mais precisa, especialmente os prematuros e crianças com doenças associadas. Essa é uma ação que ajuda a reduzir internações e salvar vidas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.

O nirsevimabe é destinado à bebês prematuros com idade gestacional até 36 semanas e seis dias, e crianças com idade inferior a 24 meses (até um ano, 11 meses e 29 dias) com comorbidades, portadoras de cardiopatias congênitas, doença pulmonar crônica (broncodisplasia), imunodeficiências graves (inatas ou adquiridas), fibrose cística, anomalias congênitas das vias aéreas, síndrome de Down e doenças neuromusculares.

A implementação ocorre de forma gradual, com doses definidas conforme o peso da criança. As famílias devem acompanhar o calendário local e apresentar relatório médico nas unidades de saúde, com o objetivo de reduzir internações por bronquiolite.

O SUS iniciou a transição do palivizumabe para o nirsevimabe na prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR), como forma de reforçar a prevenção de casos de bronquiolite em bebês menores de um ano. A mudança ocorre entre 2025 e 2026 e altera o esquema de proteção, já que o palivizumabe exige aplicações mensais durante o período de circulação do vírus, enquanto o nirsevimabe é administrado em dose única, o que simplifica o esquema de proteção e fortalece as ações de prevenção das formas graves da doença no estado.

As crianças que começaram o uso do palivizumabe em 2025 devem concluir o esquema com o mesmo medicamento, ficando o nirsevimabe reservado para novos atendimentos. As orientações do Ministério da Saúde para 2026 indicam que não deve haver troca entre os dois medicamentos na mesma sazonalidade, que vai de janeiro a agosto.

Talliana Luz

Talliana Luz

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