Virgínia Fonseca depõe na CPI das Apostas
Durante depoimento como testemunha na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as apostas on-line — a chamada CPI das Bets — a influenciadora e empresária Virgínia Fonseca decidiu não revelar qual foi o maior valor que já recebeu com a divulgação de casas de apostas. Amparada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Virgínia exerceu o direito ao silêncio, permitido em casos que possam levar à autoincriminação.
A influenciadora chegou ao Senado Federal com uma postura que destoou do ambiente formal: usava um casaco com estampa da filha, Flô Flô, e colocou sobre a mesa um copo Stanley rosa de cerca de 30 cm. A aparência casual contrastava com a seriedade do tema em debate — supostas irregularidades em esquemas milionários de apostas esportivas, como o popular “Jogo do Tigrinho”.
A primeira fala de Virgínia arrancou sorrisos do marido, o cantor e também influenciador Zé Felipe, que a acompanhava e sentou-se à mesa ao lado de senadores.
A convocação de Virgínia partiu da relatora da CPI, senadora Soraya Thronicke (União-MT). A comissão tem como objetivo apurar “a crescente influência dos jogos virtuais de apostas online no orçamento das famílias brasileiras, além da possível associação com organizações criminosas envolvidas em práticas de lavagem de dinheiro, bem como o uso de influenciadores digitais na promoção e divulgação dessas atividades”.
Com mais de 45 milhões de seguidores no Instagram, Virgínia é a oitava brasileira mais seguida na plataforma, e sua participação na CPI ocorre em meio a um momento de crescente escrutínio sobre a atuação de celebridades nas campanhas publicitárias de plataformas de jogos e apostas.
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