Justiça responsabiliza Joelma por evento
A Justiça deu uma decisão importante no processo movido contra a cantora Joelma por causa do cruzeiro “Isso é Calypso em Alto Mar”, anunciado com grande expectativa, mas jamais realizado. O caso foi aberto por Eduardo dos Reis, que comprou uma cabine para participar do evento e afirmou ter sido prejudicado após o cancelamento inesperado.
Além da cantora, também foram acionadas a empresa J Music, responsável por sua representação comercial, e a Sun7live, envolvida na organização do cruzeiro. Eduardo pediu uma indenização de R$ 45 mil por danos morais.
A sentença, proferida em 11 de novembro, garantiu ao fã apenas uma vitória parcial. A juíza entendeu que Joelma e a J Music tiveram papel determinante na divulgação e promoção do cruzeiro, contribuindo para convencer consumidores sobre a realização do evento. Por isso, determinou que a artista e as empresas devolvam ao autor o valor de R$ 857 — quantia referente ao que ele gastou com a cabine e que ainda não havia sido reembolsada.
Quanto ao pedido de indenização por danos morais, a magistrada rejeitou o pleito. Segundo ela, Eduardo não comprovou ter sofrido prejuízo emocional ou constrangimento além do aborrecimento natural decorrente de um serviço contratado e não cumprido.
Apesar de ainda poder ser contestada, a decisão pode influenciar outros processos relacionados ao cruzeiro cancelado, servindo como referência para casos semelhantes. Se o entendimento for mantido em outras ações, Joelma pode escapar de pagar valores altos em indenizações, apesar da obrigação de ressarcir consumidores pelos gastos comprovados.
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