Já estão em vigor as novas exigências de segurança para o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. As mudanças tornam obrigatória a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução, criado para facilitar a recuperação de valores em casos de fraude ou falhas operacionais.
Antes da atualização, a devolução dos recursos só podia ocorrer a partir da conta diretamente envolvida no golpe. Como os criminosos costumam retirar ou transferir o dinheiro rapidamente para outras contas, o rastreamento ficava limitado e as chances de recuperação eram reduzidas.
Com as novas regras, o mecanismo passa a acompanhar o trajeto do dinheiro com maior precisão. Isso permite o bloqueio e a devolução de valores mesmo após os recursos deixarem a conta inicial utilizada na fraude. As instituições financeiras agora são obrigadas a rastrear transferências via Pix relacionadas a golpes, ampliando o controle sobre essas operações.
De acordo com o Banco Central, a medida deve aumentar a identificação de contas usadas em práticas fraudulentas, elevar o número de devoluções e dificultar a reutilização desses perfis em novos crimes. As informações sobre contas suspeitas poderão ser compartilhadas entre os participantes do sistema, fortalecendo a prevenção.
A contestação de transações também foi simplificada. Desde 1º de outubro, os bancos passaram a disponibilizar, dentro dos próprios aplicativos, uma função específica no ambiente Pix para que o usuário solicite a devolução de valores sem a necessidade de falar com atendentes. Esse canal é o meio oficial para registrar pedidos relacionados a fraudes.
Segundo o Banco Central, o autoatendimento torna o processo mais ágil e eficiente, aumentando as chances de que ainda exista saldo disponível na conta usada no golpe para que o valor seja devolvido à vítima dentro do prazo estabelecido.
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