Laudo médico mantém ex-presidente no regime atual

Laudo médico mantém ex-presidente no regime atual

A Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) possui doenças crônicas controladas e não há, neste momento, necessidade de transferência para atendimento hospitalar. O laudo médico, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (6), resulta de perícia realizada por uma junta médica da corporação.

Segundo o documento, Bolsonaro apresenta hipertensão arterial, apneia do sono, obesidade, aterosclerose, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais, estas últimas decorrentes de cirurgias anteriores. Apesar das condições, os peritos consideram o quadro estável e compatível com a permanência no sistema prisional, desde que sejam adotadas medidas de acompanhamento e prevenção.

O laudo descarta diagnóstico de depressão, usado pela defesa em pedidos de flexibilização do regime de custódia. Entretanto, os médicos sugerem investigação neurológica complementar, devido a histórico de tonturas e uso de múltiplos medicamentos, que podem aumentar o risco de quedas.

Entre as recomendações estão: grades de apoio em corredores e banheiros, campainha de emergência, monitoramento em tempo real, avaliação nutricional, dieta fracionada, fisioterapia e atividade física regular, com foco na prevenção de acidentes e manutenção da mobilidade.

O relatório também orienta controle da pressão arterial, hidratação adequada, acesso a exames periódicos e uso contínuo do aparelho CPAP, destinado ao tratamento da apneia do sono e do ronco.

Os peritos afirmam que todas as medidas podem ser implementadas dentro do sistema prisional, não havendo, por enquanto, indicação clínica para internação hospitalar ou mudança do regime de custódia. O laudo será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos de Bolsonaro no STF, que decidirá sobre eventuais pedidos da defesa.

Adriana Nogueira

Adriana Nogueira

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