Itamaraty acompanha situação de brasileiros na Ucrânia
O Ministério das Relações Exteriores registrou 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos durante a guerra na Ucrânia, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (10). Entre os casos recentes está o de Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, natural de Rubinéia, interior de São Paulo, cuja morte foi confirmada pela mãe, Clarice Batista de Almeida, no mês passado.
Felipe havia saído de São Paulo em novembro de 2025 com destino à Espanha e não contou à mãe sobre sua intenção de participar do conflito. Dias depois, amigos do jovem informaram à família que ele havia se alistado e se dirigia à Ucrânia. Situações como essa têm se tornado mais frequentes, com brasileiros deixando o país para lutar sem avisar suas famílias, sendo a maioria dos voluntários homens jovens.
O recrutamento voluntário é realizado por meio das páginas oficiais das Forças Armadas ucranianas. Recentemente, a Ucrânia traduziu a página de alistamento de estrangeiros para o português e passou a mobilizar recrutadores brasileiros em grupos de WhatsApp, Telegram e Signal, facilitando a aproximação de potenciais combatentes no Brasil.
O Itamaraty informou que mantém as Embaixadas do Brasil em Moscou e Kiev disponíveis para prestar assistência consular aos cidadãos brasileiros que estejam no país ou participem do conflito, oferecendo apoio e orientação sempre que necessário.
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