A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), órgão ligado à União Europeia, orientou nesta quinta-feira (12) que companhias aéreas do bloco evitem utilizar o espaço aéreo do Irã até 31 de março. A recomendação reforça um alerta já emitido anteriormente pela entidade.
Segundo a agência, o cenário na região apresenta elevado risco para a aviação civil. A combinação entre a presença de diferentes sistemas de armas e defesa aérea e a possibilidade de reações imprevisíveis por parte do Estado iraniano amplia o nível de ameaça para aeronaves que operam em qualquer altitude.
O alerta ocorre em meio ao aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos. Há preocupação internacional de que um eventual fracasso nas negociações entre os dois países possa desencadear um conflito de maiores proporções no Oriente Médio.
O governo iraniano afirmou que reagirá de forma firme a qualquer ataque e advertiu países do Golfo que sediam bases militares norte-americanas de que poderão ser atingidos caso participem de ações contra Teerã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mencionar a possibilidade de ação militar caso o Irã não aceite negociar um novo acordo nuclear. Ele também informou o envio de reforço militar à região, incluindo um porta-aviões e aeronaves de combate.
Autoridades iranianas rejeitam negociar sob pressão. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou que qualquer diálogo depende da retirada de ameaças e exigências por parte de Washington. Segundo ele, as Forças Armadas iranianas estão preparadas para responder de forma imediata a qualquer ofensiva contra o território, o espaço aéreo ou as águas do país.
A atual escalada de tensão teve início após protestos antigovernamentais registrados no começo do ano, motivados pela crise econômica e pela alta da inflação. As manifestações foram reprimidas pelas autoridades iranianas, o que provocou reações internacionais. Durante o período, houve restrições ao acesso à internet no país e organizações de direitos humanos relataram milhares de mortes.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que uma eventual ofensiva dos Estados Unidos seria interpretada como o início de um conflito aberto entre os dois países.
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