O Brasil não tem registros da cepa Andes do hantavírus, variante associada à transmissão entre pessoas e identificada recentemente em passageiros de um cruzeiro no Oceano Atlântico. A informação já havia sido confirmada pelo Ministério da Saúde, que reforçou a inexistência de circulação desse tipo do vírus no país.
Apesar disso, casos de hantavirose seguem sendo monitorados no território nacional. Em 2026, sete infecções foram registradas no Brasil, incluindo um caso fatal em Minas Gerais, onde um homem de 46 anos morreu após contrair a doença em Carmo do Paranaíba, com histórico de exposição a roedores silvestres em área rural.
No Paraná, dois casos foram confirmados neste ano, nas cidades de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa, enquanto outros 11 seguem em investigação. Segundo autoridades de saúde, os casos identificados no estado envolvem a forma silvestre da doença, transmitida pelo contato com secreções e resíduos deixados por roedores infectados.
De acordo com especialistas, embora o Brasil registre circulação da espécie Andes do hantavírus, a variante capaz de transmissão entre humanos não foi detectada no país. O contágio mais comum ocorre pela inalação de partículas contaminadas presentes em ambientes como galpões, silos e áreas rurais.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a hantavirose mantém índice elevado de letalidade. Somente em 2025, foram 35 casos e 15 mortes no país. Desde a identificação da doença no Brasil, em 1993, mais de 2,5 mil casos foram confirmados, com mais de 900 mortes registradas.
*Com informações da Agência Brasil






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