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Desemprego cai para 6% no Maranhão no 2º trimestre

O Maranhão registrou taxa de desocupação de 6,0% no segundo trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa queda de 0,9 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre, quando estava em 6,9%, e é o menor para um segundo trimestre desde o início da série histórica, em 2012.

O número de maranhenses desocupados caiu 11,9%, passando de 198 mil para 174 mil pessoas. Ao mesmo tempo, a população ocupada cresceu 2,7%, chegando a 2,729 milhões de trabalhadores, 72 mil a mais que no trimestre anterior.

O setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais foi o principal responsável pelo avanço, com 54 mil novos trabalhadores, alta de 9,6%. Também houve crescimento na indústria, com 12 mil ocupados a mais, e em alojamento e alimentação, que incorporou 11 mil trabalhadores.

Apesar da melhora no emprego, o Maranhão ainda apresenta a maior taxa de informalidade do país, em 56,9%. O índice caiu em relação aos 57,6% registrados no primeiro trimestre, mas continua acima do observado nos demais estados.

Entre os trabalhadores por conta própria, que somam 923 mil pessoas, 92,3% estão na informalidade. O rendimento médio mensal desse grupo sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) é 64,3% menor que o recebido pelos autônomos formalizados.

O rendimento médio do trabalhador maranhense ficou em R$ 2.284 por mês, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior. O valor continua sendo o menor entre os estados brasileiros.

Mesmo com a renda média estável, o aumento do número de pessoas ocupadas fez a massa de rendimentos chegar a R$ 6,1 bilhões por mês no Maranhão. O montante cresceu 2,3% em relação ao primeiro trimestre e 5,3% na comparação com o mesmo período de 2025.

No cenário regional, o Maranhão apresentou a terceira menor taxa de desocupação do Nordeste, atrás apenas da Paraíba, com 5,4%, e do Rio Grande do Norte, com 5,6%. A taxa nordestina ficou em 7,6%, enquanto a média nacional recuou para 5,4%.

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