O Maranhão vai receber 620 das 716 unidades habitacionais autorizadas pelo governo federal por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Rural. As moradias serão destinadas a agricultores familiares, trabalhadores rurais e famílias quilombolas de dez municípios maranhenses.
A autorização contempla 15 propostas distribuídas em três estados brasileiros. Além do Maranhão, foram contemplados o Piauí, com 50 unidades, e o Rio Grande do Sul, com 46 moradias. Com isso, o estado maranhense concentra a maior parte dos investimentos, representando aproximadamente 87% do total de unidades autorizadas.
No Maranhão, os municípios beneficiados são Aldeias Altas, Caxias, Colinas, Dom Pedro, Matões, Mirador, Olho d’Água das Cunhãs, Olinda Nova do Maranhão, Penalva e São João do Soter.
Entre as entidades responsáveis pelas propostas estão associações quilombolas e sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar. Somente as associações quilombolas de Caxias e Colinas, no Maranhão, e de Formigueiro, no Rio Grande do Sul, respondem por 146 moradias. Já os sindicatos ligados à agricultura familiar de Aldeias Altas, Dom Pedro, Penalva e Coivaras, no Piauí, somam outras 300 unidades.
Investimentos do Novo PAC
As moradias fazem parte do eixo Cidades Sustentáveis e Resilientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que reúne investimentos em habitação, saneamento, drenagem e mobilidade urbana.
A iniciativa busca ampliar o acesso à moradia adequada nas comunidades rurais, contribuindo também para a permanência das famílias no campo e a continuidade da produção agrícola.
As propostas são apresentadas por entidades públicas ou organizações privadas sem fins lucrativos. A Caixa Econômica Federal é responsável pela análise e operacionalização das contratações.
Em todo o país, o programa Minha Casa, Minha Vida já ultrapassou 2,7 milhões de moradias entregues.






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