O Maranhão registrou crescimento de 5,3% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, segundo estimativas divulgadas pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc). O desempenho colocou o estado acima da média nacional (1,8%) e da média do Nordeste (1,3%).
Na comparação com o quarto trimestre de 2025, a economia maranhense também manteve o ritmo de expansão, com alta de 1,3%, superando novamente os resultados do Brasil (1,1%) e do Nordeste (0,2%).
De acordo com o presidente do Imesc, o crescimento é resultado da atração de investimentos públicos e privados e do fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas, como construção civil, agronegócio e infraestrutura logística, fatores que vêm impulsionando a atividade econômica no estado.
O maior destaque ficou para o setor industrial, que avançou 17,4% na comparação anual. O resultado contrasta com a queda de 0,8% registrada pela indústria no Nordeste e supera a alta de 1,6% observada na média nacional.
Entre as atividades que mais contribuíram para o desempenho da economia maranhense estão Água, esgoto e energia, com crescimento de 23,7%; indústrias de transformação, que incluem os segmentos de metalurgia, alimentos e biocombustíveis, com alta de 20,9%; indústrias extrativas, impulsionadas pela produção de gás natural, com avanço de 17,8%; e a construção civil, que registrou expansão de 5,3%.
No setor agropecuário, o Maranhão apresentou crescimento de 1,4%, desempenho superior ao registrado no restante do país, que foi de 0,7%. O resultado é atribuído às projeções positivas para a safra de culturas como algodão, milho, feijão, sorgo, tomate e amendoim, reforçando o papel do agronegócio no desenvolvimento econômico e sustentável do estado.






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