O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) por abandono de cargo. A decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU).
Segundo a portaria, a demissão ocorreu após a apuração de infração disciplinar por abandono de cargo e falta injustificada ao serviço por período superior a 30 dias consecutivos. A medida foi tomada após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
Eduardo Bolsonaro estava afastado das funções na PF para exercer o mandato de deputado federal e permaneceu nos Estados Unidos. Em dezembro de 2025, a Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato parlamentar por ele ter deixado de comparecer a pelo menos um terço das sessões deliberativas da Casa.
Após a perda do mandato, a situação funcional de Eduardo Bolsonaro na Polícia Federal passou a ser analisada pela corporação. O processo administrativo resultou na decisão publicada nesta segunda-feira.
Condenação pelo STF
Eduardo Bolsonaro também foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Segundo o entendimento do colegiado, ele atuou para interferir no julgamento da ação penal envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na decisão de junho, o STF também determinou a perda do cargo público de escrivão da Polícia Federal. Em agosto, a Corte manteve a condenação e, em setembro, o processo teve novo julgamento de recurso.
Até a publicação desta matéria, Eduardo Bolsonaro não havia se manifestado sobre a demissão publicada nesta segunda-feira (21).






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