O Programa Farmácia Popular está presente em 154 municípios do Maranhão, ampliando o acesso da população a medicamentos e insumos de saúde. Em 2025, 361,5 mil maranhenses foram atendidos pela iniciativa. Em 2026, até setembro, o número chegou a 369 mil pessoas no estado.
Em todo o Brasil, o programa alcançou 5 mil municípios em 2026, onde vivem 97,1% da população brasileira. No ano passado, foram 27,3 milhões de pessoas atendidas em todo o país. Até setembro deste ano, o total já havia chegado a 25,3 milhões.
Atualmente, o programa disponibiliza 41 produtos totalmente gratuitos, incluindo medicamentos para o tratamento de hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma, além de fraldas geriátricas e absorventes higiênicos.
No Nordeste, 1.556 municípios contam com farmácias participantes da iniciativa em 2026.
Programa pode gerar economia de R$ 8,8 mil por ano
Além de ampliar o acesso aos tratamentos, a gratuidade dos produtos representa economia para as famílias. A estimativa é que uma família de quatro pessoas possa economizar cerca de R$ 8,8 mil por ano ao utilizar medicamentos e insumos oferecidos pelo programa.
O cálculo considera as condições de saúde com maior demanda registrada na distribuição dos produtos do Farmácia Popular.
Assistência à população idosa
Entre janeiro e setembro de 2026, o programa registrou 18,4 milhões de usuários com mais de 60 anos em todo o país.
Medicamentos para o tratamento da doença de Parkinson, que atinge cerca de 1,5% da população idosa, são disponibilizados gratuitamente. A medida pode representar uma economia de até R$ 1.500 por ano para os pacientes.
O programa também oferece fraldas geriátricas, que podem gerar uma economia anual de até R$ 3.240.
Programa passa por modernização
Em agosto de 2026, o Ministério da Saúde publicou uma nova regulamentação para o Farmácia Popular, com medidas voltadas à modernização tecnológica, à ampliação do acesso e ao aperfeiçoamento da fiscalização.
Por meio da iniciativa Farmácia 4.0, um Grupo de Trabalho avalia a possibilidade de ampliar os serviços oferecidos, incluindo a realização de exames e o uso de biometria para substituir a apresentação de documentos físicos na retirada de medicamentos.
Também está em análise a ampliação do número de estabelecimentos participantes em regiões com vazios assistenciais, onde o acesso aos serviços de saúde é limitado.
O grupo estuda ainda medidas para reforçar a transparência, a segurança jurídica e o controle do programa. Entre as propostas estão a integração de bases de dados governamentais, o monitoramento automatizado da distribuição de medicamentos e insumos, a análise de risco dos estabelecimentos e a criação de alertas para identificar transações atípicas.






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