A FIFA anunciou o fim da histórica parceria com a Panini, empresa responsável pelos tradicionais álbuns oficiais das Copas do Mundo há mais de seis décadas. A entidade fechou um novo acordo de licenciamento com a Fanatics, que passará a produzir cards, figurinhas e jogos de cartas colecionáveis ligados às competições organizadas pela entidade.
O novo contrato começará a valer integralmente a partir de 2031.
Segundo informações divulgadas pelo The Athletic, a colaboração entre FIFA e Panini, iniciada na Copa do Mundo de 1970, continuará até o Mundial de 2030. Com isso, a fabricante italiana ainda será responsável pelos álbuns das próximas edições da Copa, incluindo a de 2026, cuja coleção com 48 seleções já foi lançada.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que a parceria com a Fanatics representa uma oportunidade de ampliar o engajamento dos torcedores com o futebol. De acordo com o dirigente, a empresa vem promovendo “grande inovação” no mercado de colecionáveis esportivos, criando novas formas de conexão entre fãs, clubes e jogadores.
Infantino também destacou o potencial comercial do acordo e afirmou que parte das receitas será reinvestida no esporte.
Apesar da mudança, os contratos da Panini com ligas nacionais e outras competições domésticas não serão afetados. O novo acordo abrange apenas os torneios organizados pela FIFA, como a Copa do Mundo de seleções e a Copa do Mundo de Clubes.
A estratégia também fortalece a expansão global da Topps, marca pertencente à Fanatics e bastante consolidada nos Estados Unidos no mercado de cards esportivos de modalidades como beisebol, basquete e futebol americano, mas ainda com presença menor no futebol internacional.
Em outra declaração recente, Infantino afirmou que o acordo está alinhado à estratégia da FIFA de se inspirar no modelo norte-americano de comercialização esportiva. O dirigente destacou que os Estados Unidos possuem “o mercado de entretenimento mais desenvolvido do mundo”, ao comentar os altos valores cobrados na revenda de ingressos da Copa do Mundo FIFA de 2026, com bilhetes chegando a cifras milionárias no mercado paralelo.


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