A Justiça do Maranhão concedeu liberdade provisória ao vereador de São Luís, Beto Castro, preso em flagrante nesta segunda-feira (15) por suposta posse ilegal de arma de fogo de uso restrito durante uma operação do Gaeco.
A decisão foi assinada pela juíza Larissa Rodrigues Tupinambá Castro, da 1ª Central das Garantias e Inquéritos da Comarca da Ilha de São Luís, após parecer favorável do Ministério Público do Maranhão (MPMA).
Segundo o auto de prisão em flagrante, uma pistola calibre 9 milímetros com munições foi encontrada durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar. Também foram apreendidos dinheiro em espécie e outros bens.
Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva. A decisão destaca que não foram identificados riscos à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal.
A juíza também considerou o fato de Beto Castro possuir residência fixa, família constituída e exercer mandato eletivo em São Luís, fatores que afastariam o risco de fuga.
Com a liberdade provisória, o vereador deverá cumprir medidas cautelares, entre elas o comparecimento periódico à Central Integrada de Alternativas Penais e Inclusão Social (CIAPIS), a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial e a obrigação de informar eventual mudança de endereço.
A investigação que motivou a operação segue em andamento na Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados.






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