A Justiça do Maranhão decretou a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de 19 anos, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A decisão foi tomada na noite dessa quarta-feira (6), após representação da Polícia Civil.
O pedido de prisão foi protocolado pelo delegado Valter Vanderlei, titular da 21ª Delegacia do Araçagy. O magistrado do plantão judiciário, Mário Reis, acatou a representação policial com parecer favorável do Ministério Público.
Com a decisão judicial, a empresária pode ser presa a qualquer momento.
Na quarta-feira, equipes da Polícia Civil foram até a residência de Carolina Sthela para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi localizada. Segundo a polícia, apenas uma funcionária estava no imóvel e teria sido chamada às pressas para assumir o serviço.
O caso começou a ser investigado após a vítima registrar um boletim de ocorrência. A jovem afirmou que foi agredida depois de ser acusada de furtar joias da ex-patroa.
Em depoimento, a doméstica relatou que sofreu puxões de cabelo, socos, murros e foi derrubada no chão. Grávida de cinco meses, ela afirmou que tentou proteger a barriga durante as agressões.
Segundo o relato, a empresária passou horas procurando um anel desaparecido dentro da residência. O objeto teria sido encontrado posteriormente em um cesto de roupas sujas.
Mesmo após a localização da joia, as agressões teriam continuado. A vítima também afirmou à polícia que foi ameaçada de morte caso denunciasse o caso.
A jovem relatou ainda a participação de um homem não identificado nas agressões. Segundo ela, o suspeito teria sido chamado para intimidá-la e pressioná-la com violência.
Por meio de nota, Carolina Sthela afirmou que está colaborando com as investigações e que apresentará sua versão dos fatos no momento oportuno. A empresária também declarou repudiar qualquer forma de violência e pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o caso é apurado.



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