O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúnem na manhã desta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington, para tratar de temas ligados à cooperação tecnológica, econômica e segurança internacional.
Entre os principais assuntos da pauta estão o sistema de pagamentos Pix, a exploração de terras raras, além de debates sobre segurança pública, conflitos globais e compromisso de não interferência em processos eleitorais.
A reunião ocorre após uma recente aproximação diplomática entre os dois países. O encontro foi articulado depois de um telefonema considerado cordial entre os líderes na última semana.
Estados Unidos avaliam modelo do Pix
O governo americano acompanha o modelo brasileiro de pagamentos instantâneos para auxiliar discussões sobre a modernização do sistema financeiro dos Estados Unidos.
Mesmo após o lançamento do FedNow, em 2023, o Pix segue sendo observado pelas autoridades americanas devido ao alto nível de adesão e eficiência tecnológica.
As conversas entre os países incluem temas como segurança cibernética e mecanismos de combate à lavagem de dinheiro no ambiente digital.
Terras raras entram no centro das negociações
Outro tema estratégico da reunião é a exploração de terras raras, grupo formado por 17 elementos químicos essenciais para a produção de smartphones, turbinas eólicas, semicondutores e baterias de carros elétricos.
Os Estados Unidos buscam reduzir a dependência de fornecedores chineses e enxergam o Brasil como parceiro estratégico, já que o país possui a terceira maior reserva mundial desses minerais.
Como parte desse movimento, a Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (6), o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE).
O texto prevê a criação de um fundo garantidor, além de crédito tributário de R$ 5 bilhões para estimular o processamento mineral em território brasileiro.
A proposta, que agora segue para análise do Senado, também estabelece um prazo de até dez anos para autorizações de pesquisa mineral e cria um sistema de rastreabilidade da cadeia produtiva para combater irregularidades.
Governo aposta em encontro sem tensão diplomática
Integrantes da diplomacia brasileira avaliam que a reunião deve ocorrer em clima amistoso, diferente de encontros recentes entre Trump e outros chefes de Estado, como os presidentes da Ucrânia e da África do Sul.
Segundo relatos de interlocutores do governo ao jornal O Globo, Trump teria demonstrado “simpatia e respeito” por Lula durante a última conversa telefônica entre os dois líderes.
Segurança pública e eleições também estarão na pauta
Além da agenda econômica, Lula deve discutir com autoridades americanas ações de combate ao crime organizado transnacional e o posicionamento dos países diante das guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza.
O presidente brasileiro também busca um compromisso informal do governo americano pela não interferência nas eleições brasileiras de outubro.




Comentarios
Participe desta conversaUltimos comentarios
Ainda nao ha comentarios aprovados para esta materia.