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Maranhão lidera o Brasil em moradia própria, aponta PNAD 2025

Maranhão lidera o Brasil em moradia própria, aponta PNAD 2025

O Maranhão aparece como o estado com maior proporção de moradores em imóveis próprios no Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2025. Ao todo, 80,5% da população maranhense vive em casa própria, colocando o estado no topo do ranking nacional.

Ranking nacional de moradia própria

O levantamento mostra ainda que o Maranhão é seguido por Piauí (78,9%) e Amapá (76,1%), enquanto o Distrito Federal tem a menor taxa do país, com 55,3%, seguido de Goiás (60,5%) e Mato Grosso do Sul (61,3%).

(Imagem: Reprodução/Brasil em Mapas/ Fonte: PNAD-C, 2025/ IBGE)

Avanço de programas habitacionais no Maranhão

Parte desse desempenho está diretamente ligada ao avanço de políticas públicas no estado. Programas habitacionais e ações de regularização fundiária, impulsionados pela parceria entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (ITERMA), têm contribuído para ampliar o acesso à moradia e à segurança jurídica.

A atuação conjunta foca tanto na construção de moradias quanto na titulação de terras, beneficiando milhares de famílias, principalmente em áreas rurais.

Minha Casa, Minha Vida em destaque

No programa Minha Casa, Minha Vida, o Maranhão se destaca com 68,6 mil residências contratadas entre 2023 e 2025, além de novas projeções para 2026, com foco na construção de 4.065 moradias adicionais em 178 municípios.

Regularização fundiária avança

Já no campo da regularização fundiária, o ITERMA entregou, entre 2023 e 2024, mais de 13,4 mil títulos de terra, beneficiando mais de 17 mil famílias e regularizando cerca de 280 mil hectares até 2025.

Pelo INCRA, a atuação na reforma agrária também avançou. Em 2026, 1,6 mil famílias quilombolas foram incluídas no programa, com foco na titulação de terras e garantia de direitos.

Cenário nacional

Em nível nacional, o Brasil registra que 67% da população vive em domicílios próprios, o equivalente a cerca de 149 milhões de pessoas. O número representa um crescimento de 5 pontos percentuais em relação a 2022, quando o índice era de 63%.

Ao todo, o país possui cerca de 79,3 milhões de domicílios. Desses, 47,8 milhões são imóveis próprios já quitados, o que corresponde a 60,2% do total. Outros 6,8% (5,4 milhões) ainda estão em processo de pagamento ou financiamento.

Apesar do alto índice de moradia própria, o Brasil ainda conta com uma parcela significativa da população fora dessa condição. Cerca de 23,8% dos domicílios (18,9 milhões) são ocupados por famílias que vivem de aluguel.

Comparação internacional e regional

Na comparação internacional, o Brasil fica próximo da média global de moradia própria, estimada em 65%, enquanto a União Europeia apresenta cerca de 70% e os Estados Unidos, aproximadamente 65%.

Regionalmente, o destaque também fica com o Norte e o Nordeste. A região Norte lidera com 72,3% da população em imóveis próprios, seguida pelo Nordeste (71,0%), Sul (68,6%), Sudeste (64,4%) e Centro-Oeste, com o menor percentual (60,0%).

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