O Ministério da Saúde está realizando a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida beneficia crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e idosos com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Até esta terça-feira (21), o Ministério já distribuiu cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todo o Brasil. No Maranhão, foram enviados 5.436 tubetes do medicamento e 1.485 canetas reutilizáveis para aplicação.
A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada, que, na maioria dos casos, exige apenas uma aplicação diária, reduzindo a necessidade de múltiplas aplicações ao longo do dia. Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento proporciona maior estabilidade no controle da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e contribui para melhor adesão ao tratamento, oferecendo mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.
Como ter acesso ao medicamento
O acesso à insulina glargina será feito mediante avaliação clínica e prescrição médica. Os pacientes devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima com a receita médica devidamente emitida e carimbada.
No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também poderão solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina. A equipe multiprofissional da unidade avaliará a condição clínica do paciente e a possibilidade de realizar a transição de forma segura.
Além do medicamento, os pacientes receberão orientações sobre a aplicação, o armazenamento da insulina e uma caneta reutilizável, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para o tratamento.
Distribuição será concluída até o fim do mês
De acordo com o Ministério da Saúde, a expectativa é que todos os estados recebam os insumos até o fim deste mês. A substituição faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que amplia a produção nacional da insulina glargina e fortalece o abastecimento do medicamento no SUS.
A transição está sendo realizada de forma gradual na Atenção Primária à Saúde, garantindo segurança e acompanhamento adequado durante a mudança do tratamento.






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