O Maranhão registrou baixos volumes de chuva durante setembro de 2026, com distribuição irregular das precipitações e ocorrência de episódios isolados. Os dados são de um boletim divulgado pelo Laboratório de Meteorologia do Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão (NuGeo/Uema), elaborado pelo meteorologista Hallan Cerqueira.
De acordo com a análise, o cenário manteve o padrão característico do período seco no estado. Na maior parte do território maranhense, os acumulados mensais ficaram entre 2 e 25 milímetros.
Os menores volumes, iguais ou inferiores a 2 milímetros, foram registrados principalmente no nordeste do estado, em áreas próximas a Chapadinha, Vargem Grande e São Bernardo, além de pontos isolados das regiões central e sul.
Sudoeste do Maranhão registrou maiores volumes
Os maiores acumulados de chuva foram observados no sudoeste maranhense, especialmente nas proximidades de Carolina, onde os volumes variaram entre 100 e 150 milímetros.
Também foram registrados episódios de precipitação mais expressiva em áreas do centro-sul e sudeste, com destaque para as proximidades de Mirador e Parnarama.
As chuvas ocorreram de forma pouco frequente e localizada. Os episódios mais significativos foram registrados nos dias 1º, 3, 6, 8 e 9 de setembro, além dos dias 24 e 25, principalmente nas regiões leste, sudoeste e sul do estado. Nos demais períodos, predominou a ausência de chuva ou a ocorrência de precipitações reduzidas.
Chuva ficou abaixo da média em grande parte do estado
A análise das anomalias de precipitação, que compara os volumes registrados com os valores de referência, identificou desvios negativos entre -50 e 0 milímetros em grande parte do Maranhão.
A exceção foi o sudoeste, onde foram observadas anomalias positivas de até 100 milímetros, principalmente nas proximidades de Carolina.
A classificação das chuvas também apontou condições abaixo ou muito abaixo do normal nas regiões norte, oeste, central, leste e sul do estado. Algumas áreas próximas a Cajari, Mirador e Carolina apresentaram volumes dentro da normalidade, enquanto um pequeno núcleo no sudoeste foi classificado como acima do normal.
Segundo as considerações finais do boletim, os dados reforçam a importância do monitoramento contínuo das chuvas, especialmente durante a transição gradual para o período chuvoso nas regiões meridionais do Maranhão.






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