O Maranhão reduziu a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). O índice passou de 11,2% em 2024 para 10,9% em 2025.
Apesar da redução, a taxa maranhense ainda está acima do índice nacional, que chegou a 4,9% em 2025, o menor percentual registrado desde o início da série histórica.
Os dados mostram que o desafio da alfabetização ainda é maior no Nordeste. A região concentra 1,2 milhão de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), de um total de 2,25 milhões em todo o país.
Maranhão tem mais de 134 mil matrículas na EJA
Em 2025, o Maranhão contabilizou 134.643 matrículas na EJA, sendo 131.896 na rede pública. O estado também tinha 3.104 escolas com matrículas na modalidade, das quais 3.070 eram públicas.
No Nordeste, o Maranhão aparece atrás de Bahia e Ceará em número de matrículas na EJA. A Bahia registrou 427.888 matrículas, enquanto o Ceará teve 148.616.
A EJA é destinada a pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular. Podem participar do Ensino Fundamental pessoas com 15 anos ou mais e do Ensino Médio pessoas com 18 anos ou mais.
Plataforma ajuda a encontrar vagas
Para ampliar o acesso à modalidade, o Ministério da Educação (MEC) criou o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma que permite a pessoas interessadas em retomar os estudos registrarem a demanda e receberem orientação para encontrar uma oportunidade de matrícula.
A ferramenta foi instituída pela Portaria nº 275/2026 e integra o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA).
Para se cadastrar, o interessado deve acessar a plataforma e selecionar a opção “Quero voltar a estudar”, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador, que fará o encaminhamento para uma oportunidade de matrícula.
O sistema também conta com agentes de cadastro, que auxiliam pessoas com dificuldade de acesso à plataforma, e gestores responsáveis por organizar as demandas de EJA nos estados, municípios, Distrito Federal e instituições federais.
Formação de profissionais
Outra iniciativa do MEC é o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA), voltado à formação continuada de profissionais que atuam na modalidade.
O programa também contempla educadores populares vinculados ao Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e outras iniciativas de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais.
Pacto EJA
O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA reúne ações do governo federal em parceria com estados e municípios para reduzir o analfabetismo, elevar a escolaridade e ampliar a oferta de vagas na Educação de Jovens e Adultos.
A política também busca ampliar a oferta da EJA integrada à educação profissional, além de alcançar estudantes em situação de privação de liberdade.






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