O Maranhão registrou o segundo maior crescimento no número de pessoas desaparecidas do país em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Foram contabilizados 1.182 desaparecimentos no estado, alta de 29,8% em relação a 2024, quando houve 910 registros. O Maranhão ficou atrás apenas de Minas Gerais, que apresentou aumento de 30,5%, e à frente do Piauí, com crescimento de 20,5%.
Entre os casos que seguem sem solução está o dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Mais de seis meses depois, as crianças ainda não foram localizadas.
Em todo o Brasil, foram registrados 84.269 desaparecimentos em 2025, aumento de 3,6% na comparação com o ano anterior. A taxa nacional chegou a 39,5 casos para cada 100 mil habitantes.
O anuário destaca que o avanço dos registros pode estar relacionado a diferentes fatores e não deve ser atribuído a uma única causa.
De acordo com a Lei nº 13.812/2019, não existe prazo mínimo para comunicar um desaparecimento. O boletim de ocorrência deve ser registrado imediatamente, e as buscas devem começar de forma prioritária, sendo encerradas apenas após a localização da pessoa.






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