O Ministério da Educação (MEC) anunciou medidas para recuperar a estrutura atingida por um incêndio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife. O ministro Leonardo Barchini esteve no local nesta quinta-feira (9) e também se reuniu com representantes da Polícia Federal (PF) para tratar das providências após o ocorrido.
A universidade ainda calcula a extensão dos danos, mas a estimativa inicial é de R$ 100 milhões em prejuízos com equipamentos perdidos, além da interrupção de pesquisas científicas desenvolvidas nos laboratórios atingidos.
O incêndio ocorreu na quarta-feira (8), no antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, no Campus Recife. Com quase 3 mil metros quadrados e três andares, a estrutura ficou seriamente comprometida.
No local, funcionavam laboratórios de fármacos, genética, informática e inovação terapêutica. Durante a pandemia de covid-19, o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica, instalado no prédio, realizou exames para mais de 130 municípios.
Pesquisas serão retomadas em outras instituições
Entre os trabalhos afetados pelo incêndio, estão cerca de 200 dissertações em desenvolvimento que utilizavam os laboratórios atingidos. Para reduzir os impactos na formação de estudantes e pesquisadores, o MEC anunciou medidas de apoio à continuidade das atividades acadêmicas.
Por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), as bolsas vinculadas aos projetos interrompidos serão prorrogadas. Além disso, estudantes de mestrado e doutorado poderão dar continuidade às pesquisas em instituições brasileiras e estrangeiras, em parceria com a UFPE.
Novo prédio terá 7 mil metros quadrados
O plano anunciado pelo MEC prevê a recuperação dos equipamentos e a construção de um novo prédio para abrigar os laboratórios. A nova estrutura está orçada em R$ 28 milhões e terá 7 mil metros quadrados, mais que o dobro da área do edifício atingido pelo incêndio.
O início das obras dependerá da conclusão da perícia e das investigações sobre as causas do fogo.
Polícia Federal investiga as causas do incêndio
A Polícia Federal realizou um primeiro levantamento no local com o auxílio de robô e drone. Devido aos danos provocados pelo incêndio e ao comprometimento da estrutura, os peritos não puderam entrar inicialmente no prédio.
O Instituto Nacional de Criminalística também foi acionado para auxiliar nos trabalhos. A investigação busca identificar como o incêndio começou e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.






Comentarios
Participe desta conversaUltimos comentarios
Ainda nao ha comentarios aprovados para esta materia.