O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de tutela de urgência para obrigar o Estado do Maranhão, o Município de São Luís e 21 estabelecimentos privados e educacionais a instalarem desfibriladores cardíacos em locais de grande circulação da capital.
A ação foi proposta pela promotora de justiça Alineide Martins Rabelo, que também pede à Justiça que determine a disponibilização de pessoas treinadas para operar os equipamentos, conforme prevê a Lei Estadual nº 8.283/2005.
Segundo o MPMA, o Estado e o Município foram acionados por omissão administrativa, devido à falta de fiscalização e de cobrança do cumprimento da legislação.
“A ausência de definição clara das atribuições fiscalizatórias contribuiu para que diversos estabelecimentos permanecessem sem comprovar a disponibilização dos equipamentos e a capacitação das pessoas responsáveis por operá-los”, destacou a promotora.
Instituições acionadas
Além do Estado e da Prefeitura de São Luís, a ação inclui:
- Cohortifruti-Ceasa;
- Ferrovia Norte-Sul;
- Centro Universitário Estácio;
- Faculdade Anhanguera;
- Faculdade Uninassau;
- Grupo Mateus;
- Rio Anil Shopping;
- Viação Primor;
- Consórcio Upaon-Açu (Terminal de Integração do São Cristóvão);
- Consórcio Central (Terminais da Praia Grande e Distrito Industrial);
- Consórcio Via SL (Terminal Cohab-Cohatrac);
- Colégio São Marcos;
- Colégio Adventista de São Luís;
- Colégio Batista Maranhense;
- Colégio Literato;
- Colégio O Bom Pastor Calhau;
- Escola Dom Pedro II;
- Colégio Santa Teresa;
- Colégio Upaon-Açu;
- Colégio Educallis;
- Escola Crescimento Renascença.
De acordo com a promotora, os estabelecimentos não comprovaram o cumprimento da legislação, apresentaram justificativas genéricas e, em alguns casos, nem responderam às solicitações do Ministério Público.
O que o MP pede à Justiça
Na ação, o MPMA requer que as instituições sejam obrigadas a:
- Instalar e manter desfibriladores cardíacos externos semiautomáticos em funcionamento;
- Disponibilizar os equipamentos em locais sinalizados;
- Capacitar equipes para operar os desfibriladores;
- Comprovar regularmente as condições de funcionamento dos aparelhos.
Segundo a promotora, o equipamento é fundamental para o atendimento imediato em casos de parada cardiorrespiratória, aumentando as chances de sobrevivência e reduzindo o agravamento do quadro clínico.
Além disso, o Ministério Público pede que o Estado do Maranhão e a Prefeitura de São Luís apresentem um plano de fiscalização, contendo cronograma de vistorias, definição dos órgãos responsáveis, metodologia de inspeção e aplicação de sanções administrativas.
Multa e indenização
O MPMA também solicitou a aplicação de multa diária de R$ 10 mil para cada obrigação descumprida e para cada estabelecimento irregular.
Ao final do processo, o órgão requer ainda a condenação dos 23 réus ao pagamento de R$ 100 mil, cada um, por danos morais coletivos, com os recursos destinados ao Fundo Estadual dos Direitos Difusos.






Comentarios
Participe desta conversaUltimos comentarios
Ainda nao ha comentarios aprovados para esta materia.