O Ministério dos Transportes e o DNIT concluíram a contratação emergencial para reconstrução do lado esquerdo da Ponte Estreito dos Mosquitos, na BR-135, no Maranhão. As obras da nova estrutura começam em 10 de setembro de 2026, com previsão de conclusão em 2027.
O contrato é de R$ 176,7 milhões e inclui a elaboração dos projetos e a construção da nova ponte. A obra será executada pelo Consórcio Ponte Estreito Maranhão, formado pelas empresas Construtora A. Gaspar S/A e Arteleste Construções Ltda.
A ponte que será substituída apresentou problemas estruturais, como deslocamento de bloco de concreto, corrosão da estrutura metálica, fissuras, oxidação das armaduras e perda de rigidez. A demolição será feita de forma controlada e gradual, para preservar a estrutura que continuará em funcionamento.
Tráfego será mantido durante as obras
Durante a construção da nova ponte, o lado direito da estrutura permanecerá em operação. Segundo o DNIT, foram realizadas melhorias e recuperação das juntas de dilatação.
A estrutura será monitorada 24 horas por dia e, durante as obras, não haverá sistema Pare e Siga no trecho.
Restrição para veículos pesados
Durante o feriado de 7 de setembro, será testada uma restrição de horários para veículos pesados. A medida será oficializada pelo DNIT e contará com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A restrição será aplicada a veículos com:
- Largura superior a 2,60 metros;
- Altura acima de 4,40 metros;
- Comprimento superior a 19,80 metros;
- PBTC acima de 58,5 toneladas.
A medida também valerá para veículos que possuem Autorização Especial de Trânsito (AET).
Ponte original foi construída em 1960
A Ponte Marcelino Machado, sobre o Estreito dos Mosquitos, é formada por duas estruturas paralelas. A ponte no sentido de entrada em São Luís, com 459 metros, foi construída em 1960 e será demolida.
Já a estrutura no sentido de saída da capital, com 465 metros, continuará em funcionamento.
A ponte original foi projetada para suportar o trem-tipo Classe 24, equivalente a veículos de até 24 toneladas. Atualmente, novas pontes são projetadas considerando cargas de 45 toneladas.
A travessia é considerada estratégica para o Maranhão, por concentrar o abastecimento de São Luís e o acesso rodoviário ao complexo portuário da capital.






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