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Onda de calor aumenta risco de desidratação; veja como se proteger

Onda de calor aumenta risco de desidratação; veja como se proteger
Crédito: Reprodução/Internet

A onda de calor que atinge o Brasil no início da primavera acende o alerta para os riscos de desidratação. Com temperaturas acima da média e baixa umidade do ar, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para oito estados, onde os termômetros podem registrar temperaturas até 5°C acima da média. Desde o início da semana, cidades de nove estados já alcançaram ou ultrapassaram os 40°C.

A previsão é de que o calor persista ao longo da semana, aumentando os riscos à saúde, principalmente para crianças, idosos e pessoas com diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.

A exposição prolongada ao sol intensifica a perda de água e sais minerais essenciais ao funcionamento do organismo. Por isso, manter a hidratação e reconhecer os primeiros sinais de desidratação são medidas fundamentais para evitar complicações.

Segundo o médico de Família e Comunidade Raul Queiroz Mota de Sousa, da UBS Jardim Valquíria, gerenciada pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a sede já é um sinal de que o organismo pode estar começando a ficar desidratado.

“Um excelente parâmetro para avaliar nosso nível de hidratação é a cor da urina, pois, à medida que ela fica mais escura ou em menor quantidade, já é um indicador de que está faltando água”, explica o especialista.

Quais são os sintomas da desidratação?

Os primeiros sinais de desidratação incluem sede intensa, boca seca e fadiga. Em situações mais graves, podem surgir tontura, confusão mental e ressecamento da pele.

Em crianças, os sintomas podem incluir:

  • Ausência de lágrimas ao chorar;
  • Boca seca;
  • Urina mais escura;
  • Diminuição da quantidade de urina.

Já entre os idosos, a tontura, a confusão mental e a perda de elasticidade da pele estão entre os sinais que merecem atenção. Gestantes também podem apresentar os sintomas gerais da desidratação.

Vômitos e diarreia frequentes são outros fatores que favorecem a perda de líquidos e exigem cuidados para evitar o agravamento do quadro. O calor também intensifica a perda de água pelo suor e pela respiração.

Quando não tratada, a desidratação pode provocar complicações graves, como lesões renais, desequilíbrios de eletrólitos e problemas circulatórios, alerta o médico.

Como manter o corpo hidratado durante a onda de calor?

Uma das principais recomendações é beber líquidos regularmente ao longo do dia, sem esperar sentir sede. A alimentação também pode contribuir para manter o organismo hidratado.

O médico cita como referência geral o consumo de 35 mililitros de líquidos por quilo de peso corporal por dia. Essa quantidade, porém, pode variar de acordo com as condições de saúde, o nível de atividade física e a exposição ao calor.

Pessoas que praticam exercícios intensos ou permanecem por períodos prolongados em ambientes quentes podem precisar repor mais líquidos, devido ao aumento da perda de água pelo suor e pela respiração.

Quem tem doenças renais ou cardíacas deve seguir orientação médica individualizada, pois a ingestão excessiva de líquidos também pode ser prejudicial em determinadas condições.

Além da água, outras bebidas podem complementar a hidratação, como leite, chás, sucos naturais sem açúcar e água de coco. Já os isotônicos são utilizados principalmente por atletas de alto rendimento, especialmente em atividades intensas que provocam maior perda de eletrólitos.

Na alimentação, frutas como melancia, melão, abacaxi, laranja e morango ajudam a aumentar a ingestão de água. Vegetais como alface, tomate e pepino também são aliados da hidratação.

Veja os cuidados para enfrentar o calor intenso

Além de beber líquidos, algumas medidas ajudam a reduzir os efeitos das altas temperaturas:

  • Evite a exposição direta ao sol, principalmente nos horários de maior intensidade;
  • Use chapéus, sombrinhas e roupas leves e claras;
  • Aplique protetor solar regularmente;
  • Reforce a ingestão de líquidos ao longo do dia;
  • Fique atento aos sinais de desidratação em crianças e idosos;
  • Procure um ambiente fresco e protegido do calor sempre que possível.

O médico ressalta que as queimaduras solares também merecem atenção. Além do desconforto, elas podem comprometer a barreira natural de proteção da pele e agravar a perda de líquidos.

Em caso de tontura persistente, confusão mental ou piora dos sintomas, procure atendimento médico.

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