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Operação Rolezinho apreende mais de 1,6 mil motos em SL desde 2021

Operação Rolezinho apreende mais de 1,6 mil motos em SL desde 2021
Crédito: Reprodução/MPMA

A Operação Rolezinho já apreendeu 1.619 motocicletas em São Luís desde 2021, quando foi criada para combater a poluição sonora, garantir a segurança no trânsito e preservar o sossego público. Os dados foram apresentados pelo promotor de Justiça Cláudio Guimarães, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial da capital.

A operação é realizada em parceria entre o Ministério Público do Maranhão (MPMA), a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e a Polícia Militar, por meio do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e do Batalhão de Motopatrulhamento Tático (BMT).

Última operação

Somente na madrugada de terça-feira (18), 108 motocicletas foram apreendidas. Segundo o promotor, os grupos que participavam do passeio clandestino vinham sendo monitorados há meses.

Os motociclistas saíram do bairro São Cristóvão com destino à Avenida Litorânea e foram abordados na altura do Elevado da Cohab, onde os agentes fecharam as duas extremidades do túnel para realizar as autuações.

De acordo com Cláudio Guimarães, os chamados “rolezinhos” provocam transtornos à população, principalmente durante a madrugada, devido ao barulho e a outros problemas associados aos passeios.

“Em geral, esses passeios começam depois da meia-noite e têm por finalidade cometer diversos crimes, inclusive assaltos. O barulho é insuportável. São cerca de 200 a 300 motocicletas com descargas adulteradas em plena madrugada em diversos pontos da cidade”, afirmou.

Motocicletas com placas adulteradas

Ainda segundo o promotor, a maioria das apreensões ocorre por falta ou adulteração das placas das motocicletas. Também são registrados casos de veículos com escapamentos adulterados, que provocam poluição sonora.

Após as apreensões, os proprietários das motocicletas respondem a inquéritos policiais, que posteriormente são encaminhados ao Ministério Público.

Em seguida, os donos são notificados para verificar se têm interesse em firmar um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) e evitar o processo judicial. Segundo Cláudio Guimarães, todos os proprietários que atendem aos critérios legais aceitam o acordo.

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