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Parada LGBT+ de SP sofre pressão política e perda de patrocínios

Parada LGBT+ de SP sofre pressão política e perda de patrocínios
Crédito: BANDEIRA LGBT

A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, marcada para o dia 7 de junho, na Avenida Paulista, chega cercada por desafios políticos e financeiros que podem impactar diretamente a realização do evento, considerado um dos maiores atos de diversidade do mundo.

Na última semana, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, um projeto de lei que proíbe a presença de crianças e adolescentes em eventos públicos ou privados que façam alusão a práticas LGBTQIA+, mesmo quando acompanhados pelos pais ou responsáveis.

A proposta também prevê a proibição da ocupação e interdição de vias públicas para esse tipo de evento, determinando que as atividades ocorram apenas em espaços fechados, sob pena de multa. Caso avance, a medida pode atingir diretamente a tradicional Parada LGBT+, realizada nas ruas da capital paulista desde 1997.

Além do embate político, os organizadores enfrentam dificuldades financeiras. Segundo a organização, o evento registrou uma queda de cerca de 60% nos patrocínios em comparação com edições anteriores, o que deve resultar em uma estrutura menor neste ano.

Diante do cenário, a edição de 2025 aposta em um tom mais político. Com o tema “A rua convoca, a urna confirma”, a Parada pretende ampliar o debate sobre participação política, cidadania e a importância do voto.

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