Um levantamento da Pluxee, empresa global especializada em benefícios e engajamento de colaboradores, revelou que o vale-refeição cobriu, em média, apenas 7 dias úteis por mês no Maranhão durante o primeiro semestre de 2026, evidenciando a redução do poder de compra do benefício.
De acordo com o estudo, o gasto médio por transação foi de R$ 50,80, o que fez o desembolso mensal dos trabalhadores subir de 137,1% em 2025 para 167,4% em 2026, um aumento de 30,3 pontos percentuais. Na prática, isso significa que muitos profissionais precisaram recorrer ao próprio bolso para complementar as despesas com alimentação.
O levantamento também identificou diferenças no uso do benefício conforme o canal de compra. Nas compras online, o tíquete médio foi de R$ 56,49, enquanto nas transações presenciais o valor ficou em R$ 5,21. Segundo a empresa, os dados mostram que os trabalhadores vêm adaptando seus hábitos de consumo para aproveitar melhor o benefício e equilibrar o orçamento.
Para Antônio Alberto Aguiar (Tombé), diretor executivo de Estabelecimentos da Pluxee, o vale-refeição vai além do auxílio financeiro.
“Mais do que um apoio financeiro, o vale-refeição representa uma demonstração concreta de cuidado e valorização por parte das empresas. Em um cenário de pressão sobre o poder de compra, acompanhar a efetividade do benefício é fundamental para garantir que ele continue cumprindo seu papel de apoiar a alimentação e o bem-estar dos colaboradores.”
Cenário nacional preocupa
Em todo o país, o levantamento aponta que o vale-refeição passou a cobrir, em média, 9 dias úteis por mês em 2026, uma queda de 4,4% em relação aos 10 dias registrados no mesmo período de 2025.
O estudo também mostra que a necessidade de complementação aumentou significativamente. O desembolso médio dos trabalhadores passou de 93,2% em 2025 para mais de 100% em 2026, indicando que o valor do benefício já não é suficiente para custear as despesas com alimentação ao longo do mês.
Segundo Antônio Alberto Aguiar (Tombé), a diferença entre a inflação e o reajuste do benefício agrava o problema.
“Enquanto o IPCA da alimentação fora do domicílio foi de 6,22%, o valor facial do vale-refeição subiu apenas 1,5%. Esse cenário reduz o poder de compra em ritmo acelerado e faz com que os trabalhadores precisem desembolsar, em média, R$ 589 a mais do que recebem em vale-refeição para cobrir seus gastos com alimentação.”






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