A Polícia Civil do Maranhão solicitou à Justiça mandado de busca e apreensão e medidas protetivas de urgência contra o deputado federal Ribeiro Neto (Solidariedade-MA), após denúncia registrada no domingo (17) pela companheira do parlamentar na Delegacia de São José de Ribamar, na Grande São Luís. O caso envolve investigação por supostos crimes de lesão corporal, ameaça, injúria e estupro de vulnerável.
Segundo o relato prestado pela vítima à polícia, ela afirma ter sofrido violência física, psicológica e patrimonial ao longo dos nove anos de relacionamento com o deputado.
Ainda conforme o depoimento, a mulher relatou que, na residência do casal, localizada na Chácara Itapiracó, Ribeiro Neto teria feito ameaças graves com uma arma de fogo, na presença dela e da filha do casal, de 4 anos, afirmando que ela “iria sofrer” e que poderia continuar viva, mas como uma “morta-viva”.
A vítima também declarou que, após uma discussão ocorrida no último dia 7 de maio, teria sido levada pelo investigado a um motel em São Luís, onde foi obrigada a ingerir uma garrafa inteira de vinho. Segundo o depoimento, ela ficou sem condições de reagir e relatou ter sido submetida a ato sexual que passou a ser investigado pela polícia como estupro de vulnerável.
Outro ponto relatado à polícia é que a mulher teria permanecido mais de 48 horas incomunicável, sem poder deixar a residência ou manter contato com familiares.

(Foto: Arquivo/Reprodução)
Nesta segunda-feira (18), a vítima se pronunciou nas redes sociais e afirmou que, desde 7 de maio, estaria sem acesso às próprias contas bancárias e redes sociais.
Em nota, o deputado Ribeiro Neto se manifestou sobre as acusações e afirmou que os fatos mencionados ocorreram em um “momento extremamente delicado e íntimo vivido no âmbito familiar”, relacionado ao processo de separação do casal.
O parlamentar também declarou que “parte das informações propagadas vem sendo divulgada de forma precipitada, unilateral e sem qualquer comprovação concreta”, acrescentando que a exposição estaria causando “graves danos à minha honra, imagem e dignidade”.

(Imagem: Reprodução/Redes Sociais)
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Maranhão.






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