Um professor de música, de 47 anos, foi preso preventivamente na manhã desta terça-feira (14), em Coelho Neto, durante uma investigação da Polícia Civil do Maranhão que apura um caso de abuso sexual contra uma adolescente de 14 anos. A prisão foi cumprida por equipes da Delegacia de Coelho Neto.
Segundo a Polícia Civil, o caso investigado teria ocorrido na noite de 11 de fevereiro deste ano. As investigações apontam que o suspeito teria convidado a adolescente para um ensaio da banda de brigadistas da qual era responsável. Após o cancelamento da atividade, parte do grupo foi até o município de Duque Bacelar para fazer um lanche.
Ainda conforme o inquérito policial, na volta, o investigado ofereceu carona à adolescente, alegando que a deixaria em casa. Durante o trajeto, ele teria desviado o percurso para uma área de mata nas proximidades de um parque de vaquejadas, às margens da MA-034, onde, segundo a investigação, ocorreu a violência sexual.
De acordo com a polícia, a adolescente não contou o ocorrido à mãe inicialmente por medo, mas confidenciou o caso a uma amiga. Cerca de dois meses depois, após apresentar problemas de saúde e procurar atendimento médico, foi constatada a gravidez.
Após a confirmação da gestação, a amiga comunicou o caso à mãe da adolescente, que registrou a ocorrência na Delegacia de Coelho Neto.
No decorrer das investigações, a Justiça concedeu uma medida protetiva de urgência em favor da adolescente e determinou o afastamento imediato do investigado de qualquer atividade educacional ou musical que envolvesse crianças e adolescentes. Em cumprimento à decisão judicial, ele também foi exonerado do cargo de professor da rede municipal de ensino.
A prisão preventiva foi decretada pela 1ª Vara de Justiça de Coelho Neto, após representação do Ministério Público. Segundo a Polícia Civil, a medida foi fundamentada em indícios de que o investigado estaria coagindo testemunhas e tentando interferir no andamento das investigações.
Ao tomar conhecimento da decisão judicial, o suspeito se apresentou na 17ª Delegacia Regional de Caxias, acompanhado de advogado. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado à Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Caxias, onde permanece à disposição da Justiça.
A adolescente segue recebendo acompanhamento jurídico e psicológico por meio da Secretaria Municipal da Mulher.






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