A delegada Ana Marisa Barbat afirmou que as imagens de segurança do bar onde a influenciadora Lea Reis foi agredida, em Balsas, não mostram qualquer provocação ou interação anterior que justificasse o ataque. Segundo ela, as gravações analisadas pela polícia mostram uma situação diferente da versão apresentada pela mulher apontada como autora da agressão.
“Esse fato não procede. Isso não é verdade. As imagens são muito claras e revelam exatamente o contrário”, afirmou a delegada. Segundo Ana Marisa, Lea não teve qualquer manifestação anterior que pudesse ser interpretada como motivação para uma reação.
(Imagens: Reprodução/Redes)
Influenciadora relata agressão
A agressão aconteceu no sábado (8), em um bar de Balsas, no sul do Maranhão. A vítima é a influenciadora digital Lea Chaves Gomes Reis, de 29 anos, natural de Iracema, no Ceará, e com mais de 310 mil seguidores nas redes sociais. Lea é uma mulher trans e denunciou ter sido vítima de transfobia.
Segundo o relato da influenciadora, ela estava na cidade para participar do casamento de uma amiga e foi ao bar após o evento. Lea afirmou que foi abordada de forma repentina e levou dois socos no rosto, sem entender o motivo da agressão. Ela registrou um boletim de ocorrência no domingo (9).
(Imagens: Reprodução/Redes Sociais)

Polícia ainda apura possível transfobia
Apesar de as imagens confirmarem a agressão física, a delegada ressaltou que a investigação ainda não conseguiu determinar se o ataque foi motivado por transfobia.
“Até o momento, com os elementos informativos colhidos, não é possível definir se houve transfobia ou não por parte da autora das lesões. A investigação seguirá com o delegado responsável, que vai apurar os fatos”, declarou Ana Marisa.
Mulher apontada como autora apresenta outra versão
A mulher apontada como autora da agressão é a servidora pública Écilla Ahuad Miranda, de 37 anos. Por meio de nota divulgada pelo advogado José Rodrigues Oliveira Neto, ela afirmou que reagiu após ela e o marido terem sido vítimas de importunação sexual.
Segundo Écilla, uma pessoa que ela identificava visualmente como mulher teria cometido o ato contra o casal. A servidora afirmou que reagiu diante do que classificou como uma grave violação à integridade e à intimidade dela e do marido.
A defesa também negou que a agressão tenha sido motivada por preconceito ou discriminação e afirmou que a reação teria ocorrido diante da situação relatada.
A polícia continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da agressão e verificar se houve ou não transfobia na motivação do crime.






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