Uma mulher identificada como Maria Raimunda Costa Licá foi morta a tiros dentro da própria casa, na noite de sábado (24), em Timbiras, no interior do Maranhão. Segundo a Polícia Militar, seis homens encapuzados e armados invadiram a residência e efetuaram pelo menos 20 disparos. Um dos suspeitos foi preso.
O crime aconteceu por volta das 20h40, na Rua Nova, no bairro São Sebastião, e foi registrado por câmeras de segurança do imóvel. Nas imagens, segundo a PM, é possível ouvir um dos invasores ordenar: “mata ela”.
Reprodução: Redes Sociais
O marido da vítima, Clebenilson Sá Meneses Licá, também estava na residência no momento do ataque. Ele contou à polícia que conseguiu fugir para um matagal próximo para se proteger dos tiros. Ao retornar, encontrou a esposa morta, deitada em uma rede.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e confirmou a morte. Maria Raimunda apresentava ferimentos de arma de fogo na cabeça, nas costas e na perna direita.
Durante a ocorrência, os policiais encontraram oito estojos de munições deflagradas dos calibres .40, 9 mm e .380, além de uma munição intacta de calibre .40.
Polícia investiga possível relação com o tráfico de drogas
De acordo com o comandante do 17º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Senilson, a principal linha de investigação aponta para uma possível dívida relacionada ao tráfico de drogas.
O comandante afirmou que o companheiro da vítima é conhecido pela polícia por suposto envolvimento com o tráfico na região.
Ainda segundo a PM, dois suspeitos foram reconhecidos pelo marido da vítima. Um deles, identificado como Renan, conhecido como “Turanga”, foi preso e encaminhado à Delegacia Regional de Codó.
A Polícia Militar informou que outros suspeitos já foram identificados e que as buscas continuam. Conforme o comandante, os envolvidos seriam moradores de Timbiras e Coroatá.
Marido desenterra mais de R$ 21 mil durante ocorrência
Durante o atendimento policial, o marido da vítima desenterrou R$ 21.050 em dinheiro que estavam escondidos em frente à residência.
Segundo a PM, Clebenilson afirmou que o valor estaria relacionado a um contrato de prestação de serviços durante a campanha eleitoral. A origem do dinheiro deverá ser apurada pela Polícia Civil.
O montante foi contado pelos policiais militares e, posteriormente, conferido por investigadores da Polícia Civil, que confirmaram o valor.
A área do crime foi isolada para a realização da perícia. Os vestígios recolhidos e o dinheiro encontrado foram encaminhados à Polícia Civil, responsável pela investigação.






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