A Polícia Civil descartou, nesta etapa da investigação, a hipótese de transfobia na agressão contra a influenciadora trans Lea Reis, de 29 anos, ocorrida na madrugada de domingo (9), em um bar de Balsas, no sul do Maranhão.
Segundo a polícia, imagens das câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e o exame de corpo de delito confirmam a agressão, mas os elementos reunidos até o momento indicam que a identidade de gênero da vítima não teria sido a motivação do ataque.
(Reprodução: Redes Sociais)
Apesar disso, a investigação continua. A Polícia Civil também vai apurar comentários com conteúdo de ódio e intolerância publicados nas redes sociais contra a influenciadora após a repercussão do caso.
Investigação continua
A delegada da Mulher, Ana Marisa Barbat, responsável pelo caso, afirmou que ainda serão ouvidas outras testemunhas e analisadas novas imagens antes da conclusão do inquérito.
A servidora pública apontada como autora da agressão deve ser indiciada por lesão corporal, segundo a polícia. O procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário após a conclusão das diligências.
Defesa diz que houve agressão dos dois lados
A advogada da servidora afirmou que as imagens mostram que a cliente também teria sido agredida durante a confusão. Segundo a defesa, as duas mulheres não se conheciam e houve um desentendimento durante a festa.
A advogada também negou que a agressão tenha sido motivada por transfobia e afirmou que a cliente está à disposição da Justiça. Ainda segundo a defesa, após deixar o estabelecimento, a servidora teria sido agredida por outras pessoas.
Influenciadora nega importunação sexual
Após a repercussão do caso, Lea Reis publicou um novo vídeo nas redes sociais e negou ter cometido importunação sexual contra um casal antes da agressão.
Imagens de câmeras de segurança mostram a influenciadora com amigos no bar quando uma mulher passa pelo grupo e, em seguida, avança contra Lea e dá um soco no rosto dela. Outra câmera registra uma nova briga na sequência.
Lea havia denunciado nas redes sociais que teria sido vítima de transfobia e afirmou que foi agredida sem entender o motivo do ataque. A investigação ainda não foi concluída.






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