A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) firmou um acordo com conselhos federais da área da saúde para reforçar o uso seguro das chamadas canetas emagrecedoras, diante do aumento da procura e de práticas irregulares envolvendo esses medicamentos no país.
A iniciativa foi formalizada por meio de uma carta de intenção assinada com os Conselhos Federais de Medicina, Odontologia e Farmácia. O objetivo é coibir o uso indiscriminado, a venda irregular e a importação ilegal, além de ampliar ações educativas para profissionais de saúde e a população.
Os medicamentos, que pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1, têm indicação original para o tratamento de doenças crônicas como diabetes e obesidade, mas vêm sendo utilizados de forma inadequada para emagrecimento sem acompanhamento médico.
Entre as medidas previstas estão o estímulo à prescrição responsável, o reforço na notificação de efeitos adversos e campanhas de orientação. A Anvisa também alertou para riscos associados ao uso indevido, como efeitos colaterais graves e complicações em pacientes com condições específicas, como histórico de pancreatite ou câncer medular de tireoide.
A agência destacou ainda que o aumento da demanda tem sido acompanhado por problemas como manipulação inadequada, prescrição sem critérios e comercialização pela internet, o que pode colocar a saúde dos pacientes em risco.
Dois grupos de trabalho devem ser criados nos próximos dias, um com função estratégica de acompanhamento das ações e outro voltado à discussão técnica com especialistas.
A Anvisa reforça que o uso dessas medicações deve ser feito apenas com prescrição médica e acompanhamento profissional.
*Com informações da Radioagência Nacional






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