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Celular vira maquininha e muda a forma de pequenos negócios no MA

Celular vira maquininha e muda a forma de pequenos negócios no MA
Crédito: Internet

Em Satubinha, no Maranhão, empreendedores já utilizam o próprio celular para receber pagamentos com cartão por aproximação, sem a necessidade de uma máquina de cartão. A tecnologia permite que o telefone funcione como ponto de captura do pagamento: o cliente apenas encosta o cartão na tela do aparelho.

A solução é o Cielo Tap, da Cielo, que já possui estabelecimentos ativos em 27 estados e 2.870 cidades brasileiras, o equivalente a 51,5% dos 5.570 municípios do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os municípios atendidos está Satubinha, que tem cerca de 12 mil habitantes. Segundo a empresa, a maior concentração de estabelecimentos que utilizam a tecnologia está em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus e Brasília.

A ferramenta tem sido utilizada principalmente por empreendedores que trabalham fora de um ponto comercial fixo, como profissionais que atendem na casa dos clientes, em feiras, eventos ou durante deslocamentos.

“Durante muito tempo, aceitar cartão era uma decisão que exigia preparo. O empreendedor precisava se organizar antes de começar a vender. Hoje ele resolve isso no mesmo dia em que decide vender, e isso muda quem consegue entrar nesse mercado”, afirma Adriana Garbim, vice-presidente comercial de Varejo e Empreendedores da Cielo.

Maioria começa a aceitar cartão pelo celular

De acordo com a Cielo, 23% dos estabelecimentos ativos no Cielo Tap já tinham uma máquina de cartão antes de contratar a tecnologia. Isso significa que a maioria dos usuários começou a aceitar pagamentos por meio do próprio celular.

Apesar disso, apenas 1% dos estabelecimentos utiliza exclusivamente o celular para receber pagamentos. Segundo a empresa, o dado indica que o telefone costuma funcionar como uma porta de entrada para a aceitação de cartões, enquanto os negócios podem posteriormente incorporar outras formas de recebimento.

“O celular é a porta de entrada, não o destino final. Quem começa a vender pelo telefone descobre uma demanda que não sabia que tinha, e a operação cresce a partir dali”, explica Adriana Garbim.

Pagamentos por aproximação crescem no Brasil

O avanço da tecnologia acompanha o crescimento dos pagamentos por aproximação no país. Segundo balanço da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), essa modalidade movimentou R$ 1 trilhão no primeiro semestre de 2026, alta de 18,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os pagamentos por aproximação já representam 76,2% das transações presenciais com cartão no Brasil. Em junho de 2021, esse percentual era de 13,7%.

Dentro desse mercado, o tap on phone, que permite transformar o celular em uma espécie de maquininha, apresentou crescimento ainda maior. A modalidade movimentou R$ 53,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, contra R$ 30 bilhões no mesmo período de 2025, uma alta de 79,1%.

Para a Cielo, a expansão mostra como a tecnologia tem reduzido as barreiras para pequenos empreendedores começarem a aceitar pagamentos com cartão, inclusive em municípios menores, como Satubinha.

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