Comércio varejista do Maranhão acumula alta de 1,4% nas vendas em 2026

Comércio varejista do Maranhão acumula alta de 1,4% nas vendas em 2026
Crédito: Reprodução

O comércio varejista do Maranhão acumulou crescimento de 1,4% no volume de vendas entre janeiro e agosto de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), divulgados na nova edição da Nota do Comércio Varejista, com informações referentes a agosto.

O levantamento, publicado a cada dois meses, acompanha o desempenho do setor no estado e reúne indicadores sobre vendas, confiança do consumidor, endividamento e inadimplência das famílias, abertura de empresas e movimentação do Pix entre pessoas jurídicas.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado acumulado pelo Maranhão ficou próximo da média nacional, que registrou crescimento de 1,7% no mesmo intervalo.

Apesar do avanço no acumulado do ano, o comércio maranhense apresentou retração em agosto. Na comparação com julho, o volume de vendas do varejo restrito caiu 1,0%, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de crescimento.

A queda ocorreu em meio à desaceleração do consumo em supermercados. Segundo o Índice de Consumo em Supermercados (ICS), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o segmento também registrou recuo no Maranhão no período.

No comércio varejista ampliado, o desempenho foi ainda melhor. Esse indicador inclui, além das atividades tradicionais do varejo, os segmentos de veículos, motocicletas, peças e acessórios, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo.

Nesse segmento, o Maranhão acumulou alta de 3,2% entre janeiro e agosto de 2026, superando a média nacional, de 1,7%.

Para os próximos meses, a expectativa é de que datas comemorativas, como o Dia das Crianças, contribuam para aquecer as vendas no estado. No entanto, o elevado endividamento e a inadimplência das famílias, além da permanência da taxa básica de juros (Selic) acima de 10% ao ano, mesmo após cortes consecutivos, podem limitar o crescimento do consumo.

A Nota do Comércio Varejista, com todos os dados e indicadores, está disponível no site do IMESC: www.imesc.ma.gov.br.

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