O Maranhão registrou 99 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos três primeiros dias de funcionamento do canal específico do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O estado ocupa a quinta posição no Nordeste e a 12ª colocação no ranking nacional.
Os dados correspondem ao período de 28 a 30 de outubro, quando foram contabilizadas 4.305 denúncias em todo o país. O Nordeste concentrou 784 registros, o equivalente a 18,2% do total nacional.
Na região, o Maranhão aparece atrás do Ceará (172 denúncias), Bahia (169), Pernambuco (137) e Rio Grande do Norte.
No ranking nacional, São Paulo lidera, com 1.325 denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro (354) e Minas Gerais (345). A região Sudeste concentra quase metade das manifestações recebidas, com 2.087 registros, o equivalente a 48,5% do total.
Apuração
As denúncias recebidas pelo MTE estão sob análise da Auditoria Fiscal do Trabalho, responsável por avaliar os relatos e definir possíveis medidas de fiscalização. O Ministério ressalta que o registro de uma denúncia não significa, por si só, que o assédio eleitoral tenha sido comprovado.
Caso sejam identificadas irregularidades, os auditores fiscais podem emitir autos de infração e encaminhar os casos a outros órgãos públicos.
Como denunciar
Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem situações de pressão política, assédio eleitoral ou discriminação no ambiente profissional podem apresentar denúncias pelos canais oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Os registros são sigilosos e encaminhados aos órgãos responsáveis pela apuração dos fatos.






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