Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (21) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta que os conflitos no Oriente Médio já impactam o agronegócio brasileiro e podem elevar os custos da safra de grãos 2026/2027 em todo o país.
De acordo com a análise, a importação de fertilizantes nitrogenados e fosfatados caiu 4% entre janeiro e abril deste ano, passando de 7,7 milhões para 7,4 milhões de toneladas na comparação com o mesmo período de 2025.
Apesar da redução no volume importado, o valor desembolsado pelo Brasil com essas compras aumentou 16%, reflexo direto da instabilidade geopolítica e da alta nos custos logísticos internacionais.
Segundo a CNA, o cenário acende um alerta para os produtores rurais, já que os preços dos fertilizantes seguem em alta, enquanto commodities como soja e milho permanecem praticamente estáveis, o que compromete a relação de troca e pode pressionar a rentabilidade do setor.
Dados do projeto Campo Futuro, do Sistema CNA/Senar, mostram que o preço médio da tonelada da ureia ao produtor subiu 40% durante o período do conflito no Oriente Médio. Entre os fertilizantes fosfatados, o MAP registrou alta média de 20%.
Em contrapartida, as cotações da soja tiveram avanço de apenas 0,9%, enquanto o milho subiu somente 0,1% no mesmo período, cenário que amplia a preocupação com os custos da próxima safra.



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