Um jovem maranhense de 24 anos, natural de Açailândia, na Região Tocantina do Maranhão, foi dado como morto durante um combate na guerra entre Ucrânia e Rússia. A informação foi divulgada pela mãe do rapaz nas redes sociais neste domingo (2). Segundo ela, Mateus Sandyel teria morrido na sexta-feira (31).
De acordo com o relato da mãe, brasileiros que lutavam ao lado de Mateus informaram à família sobre a morte do jovem. Ela afirmou que o corpo permanece em uma área de combate considerada de alto risco, atualmente sob controle das forças inimigas, o que ainda impediria o resgate pelos militares.
A família pede que o corpo seja retirado do local e que a morte seja oficialmente confirmada, com a emissão da certidão de óbito. Além disso, busca orientações sobre os procedimentos necessários para o traslado do corpo ao Brasil, caso seja possível.
Segundo a mãe, Mateus Sandyel se voluntariou para integrar as forças ucranianas em 26 de março deste ano. Ela contou que o filho aceitou a proposta após receber a promessa de uma bonificação de recrutamento e de um salário atrativo por um contrato de seis meses, mas afirmou que a realidade encontrada foi diferente da apresentada.
Ainda conforme a família, o maranhense passou por cerca de quatro meses de treinamento e permanecia em período de experiência quando foi enviado para uma área de combate.
Nas conversas com a mãe, Mateus evitava falar sobre os riscos enfrentados na guerra. Segundo ela, o jovem costumava compartilhar apenas detalhes da rotina e dos planos que tinha para quando retornasse ao Brasil.
Familiares também relataram que, antes de seguir para a linha de frente, Mateus teve o telefone recolhido, ficando sem comunicação com a família. A ausência de notícias aumentou a preocupação dos parentes durante as últimas semanas.
Após receber a informação sobre a possível morte do filho, Diana, mãe do jovem, informou que pretende buscar apoio junto ao Consulado do Brasil, além de procurar orientação jurídica para acompanhar os procedimentos relacionados ao caso.
A intenção inicial da família é viajar à Ucrânia para acompanhar a liberação do corpo e tentar viabilizar o traslado ao Brasil. No entanto, segundo Diana, qualquer medida depende, primeiro, do resgate do corpo e da confirmação oficial da morte pelas autoridades competentes.






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